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que fazem
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Exotic Bully
Cão

Exotic Bully

Nos últimos anos, um grupo de cães do tipo Bull, porém significativamente menores e compactos, passou a ganhar notoriedade dentro da cinofilia mundial. Esses cães, popularmente conhecidos como “Exotics”, eram inicialmente registrados junto ao American Bully, porém já apresentavam diferenças evidentes de estrutura, proporções corporais, movimentação e até mesmo de temperamento, formando gradativamente uma identidade própria dentro da criação.

O desenvolvimento desses cães ocorreu através de sucessivas seleções genéticas e da introdução de diferentes linhagens de bulldogs ao longo dos anos, processo amplamente conhecido entre criadores. Entretanto, grande parte dessas inserções ocorreu sem registros genealógicos formais, tornando impossível determinar com absoluta precisão toda a composição genética utilizada em sua formação inicial.

Com o passar do tempo, tornou-se evidente que esses cães não representavam apenas uma variação estética, mas sim um novo direcionamento fenotípico e funcional. Diante dessa realidade, a IBC (International Breed Certificate) tornou-se a primeira instituição do mundo a separar oficialmente esses cães dos registros onde anteriormente eram agrupados junto ao American Bully, reconhecendo que os chamados “Exotics” já possuíam características suficientemente distintas para seguirem um caminho próprio dentro da cinofilia.

A partir desse momento, a IBC iniciou a estruturação de um padrão específico para essa nova raça, permitindo, ainda nessa fase inicial de desenvolvimento, maior transparência genética dentro do livro genealógico e incentivando os criadores a utilizarem informações reais sobre as linhagens introduzidas, sem a necessidade de ocultações ou registros imprecisos.

A IBC reforça que o objetivo da raça nunca foi estimular exageros estruturais prejudiciais ao bem-estar animal, mas sim buscar cães com identidade própria, boa funcionalidade, saúde, temperamento equilibrado e qualidade genética. O padrão seguirá sendo revisado ao longo dos anos, acompanhando a evolução responsável da raça e os avanços técnicos da cinofilia moderna.

PADRÃO DA RAÇA

DESCRIÇÃO GERAL: O “Exotic Bully” ideal é um cão largo e compacto, com uma cabeça grande e poderosa, com corpo robusto e musculoso. O temperamento é muito estável, tornando-se um companheiro leal como um membro da família. Os animais desta raça gostam de agradar seus donos, são muito afetuosos com seres humanos e sociáveis com outros animais. São cães de companhia.

CABEÇA: Deve ser grande, larga e bem desenhada, a circunferência da cabeça deve ser igual ou maior que a altura do cão na cernelha.

Vista de perfil, a face é curta do occipital à trufa, o stop deve ser bem marcado com uma testa alta e levemente enrugada. A face de frente mostra arcos zigomáticos bem desenvolvidos e masseteres pronunciados. Distância entre os olhos: devem ser moderadamente separados, mas sem exageros. A cabeça é levemente enrugada.

Cabeça estreita ou que se pareça muito pequena para o corpo é uma falta.

FOCINHO: Largo, profundo e curto, com rugas moderadas. A mordida deve ser prognata, porém os caninos inferiores não devem sobressair. Narinas muito estreitas e rugas sobre a narina não são desejáveis. Cães mostrando extremas dificuldades respiratórias são indesejáveis e não devem ser encorajadas. Focinho muito longo são considerados faltas.

TRUFA: Larga com narinas abertas. O nariz não deve ser embutido entre os olhos. O nariz deve ter uma pigmentação sólida, todas as cores são aceitas. Ausência total de pigmento é uma falta desqualificante.

MORDEDURA: A mordida deve ser em tesoura, podendo ser levemente prognata, os dentes não devem ser visíveis de boca fechada e caninos inferiores não devem sobressair. Mordedura em torques é aceito. Torções de mandíbula e prognatismo excessivos são consideradas faltas severas.

MAXILA / MANDIBULA: Devem ser largos, fortes e quadrados com caninos separados. Quando vista de frente, a mandíbula deve se mostrar bem marcada e com bom encaixe a maxila.

ORELHAS: As orelhas em formato de rosa inseridas sobre os lados da cabeça são preferidas. Orelhas completamente em pé e que estão inseridas em cima da cabeça são aceitas. Orelhas caídas são permitidas, desde que sejam pequenas e que não se assemelhem com as de um “hound”.  Orelhas tipo Hound, pendulares e grandes são uma falta desqualificante. As orelhas podem ser naturais ou cortadas.

OLHOS: Devem estar em harmonia com a face, demonstrando uma expressão forte e marcante. Devem ser moderadamente afastados e de tamanho médio. Qualquer cor é aceitável, no entanto, os olhos louçados não são aceitos. Olhos deformados, esbugalhados, cruzados e assimétricos são considerados uma falta grave.

PESCOÇO: Curto, grosso, profundo e forte, bem arqueado, com pele justa mantendo a musculatura aparente e bem definida.

TRONCO: Musculoso, curto, largo com costelas bem arqueadas, bastante compacto ao limite que não comprometa a saúde do cão e sua locomoção.

DORSO: Os machos devem parecer quadrados e equilibrados. As fêmeas devem ser semelhantes tendendo a ter corpo um pouco mais longo. Dorso deve ser curto, plano ou levemente ascendente.

PEITO: costelas bem arqueadas (arredondado), peito largo e profundo. A profundidade do peito deve chegar até os cotovelos. Uma caixa vazia ou estreita deve ser considerada uma falta grave.

OMBROS: Largos e musculosos, dando a aparência de máxima substancia. Os ombros devem ser bem colocados e angulados. Ombros retos são uma falta.

CAUDA: Inserida baixa, lisa, sem pelos ásperos. O ideal é que a cauda atinja o jarrete. Caudas mais curtas, porém lisas e sem nó também são permitidas. A cauda longa deve ser portada baixa e nunca sobre o dorso. Caudas curtas, enroladas, torcida, nodosa, quebradas ou cortadas são consideradas faltas leves. Nenhum tipo de cauda é considerado uma falta grave ou desqualificante.

MEMBROS ANTERIORES: Pernas curtas, fortes, de ossos largos, mas não tão curtas que prejudique a atividade do cão. As pernas devem ser bem afastadas. Os cotovelos devem estar relativamente justos ao corpo, bem colocados, estes podem ser levemente arqueados. Antebraços: Muito robustos e fortes, bem desenvolvidos e musculosos, estes podem ser ligeiramente arqueados.  As patas devem ser preferencialmente retas, redondas e firmes, porém patas ligeiramente viradas para fora também são permitidas.  Metacarpos devem ser curtos e fortes, metacarpos fracos ou pés espalmados são considerados faltas.

A falta de massa óssea é muito indesejável. Cotovelos que estão soltos são uma falta grave. Pernas tortas são consideradas faltas e sua penalização vai de acordo com a gravidade do problema.

MEMBROS POSTERIORES: Os membros devem ser curtos e bem musculosos, com patas redondas. As pernas traseiras devem ter boas angulações de joelho, de modo a permitir uma boa movimentação. Pernas retas, pouco anguladas ou com jarrete de vaca são consideradas faltas e sua penalização vai de acordo com a gravidade do problema. Garupa, ísquio, coxa, articulação, angulação de jarrete, metatarso e patas devem estar em harmonia mostrando um exemplar muito forte, ao limite que não comprometa a saúde do cão.

MOVIMENTAÇÃO: Em virtude de sua máxima substancia essa raça não possui uma movimentação solta e leve. Sua marcha é de passos curtos e rápidos, as patas não se elevam muito quando o cão se movimenta. No entanto, os cães devem trotar sozinhos, cães que são arrastados ou que mostrem dificuldade de locomoção é uma falta, e dependendo da gravidade é uma situação de desqualificação.

PELAGEM: Pelo macio, de textura fina, curto, fechado e liso.

COR: todas as cores são aceitas com exceção do albinismo.

TAMANHO:

Nano: cães até 25,5cm para fêmeas e machos.

Micro: cães de 25,6cm até 35cm para fêmeas e machos.

Extreme: cães de 35,1 cm até 43cm para fêmeas e machos.

A medição oficial deve ser realizada na cernelha, correspondente ao ponto mais alto da região escapular torácica. Em cães com musculatura muito desenvolvida na região do trapézio e dorso anterior (popularmente chamada de “cupim”) pode existir diferença entre a altura visualmente percebida pelos criadores e a altura anatômica real aferida tecnicamente na cernelha. O desenvolvimento muscular nessa região não deve ser utilizado para aumentar artificialmente a impressão de altura do exemplar, nem alterar sua classificação de tamanho. 

A altura deve estar em harmonia com o peso; altura e peso acima do padrão devem ser desencorajados, o cão deve manter as proporções descritas com máxima substancia, sem perder seu aspecto “Bully” e atarracado. Os exemplares devem estar em boa condição física, obesidade não é algo desejável.

TEMPERAMENTO: O temperamento é muito estável, tornando-se um companheiro leal como um membro da família. Os animais desta raça gostam de agradar seus donos, são excelentes com crianças, muito afetuosos com seres humanos e sociáveis com outros animais. São cães de companhia.

FALTAS: Qualquer desvio deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na proporção de sua gravidade e seus efeitos na saúde do cão.

FALTAS DESQUALIFICANTES:

Todo cão que apresentar qualquer sinal agressividade com humanos.

Desvios estruturais graves ou sinais de anomalias.

Dificuldade extrema de locomoção.

Características raciais insuficientes que fazem com que o cão como um todo não se pareça o suficiente com os seus congêneres da mesma raça.

Narinas demasiadamente estenosadas

Pelagem Longa

Machos que não apresentem os dois testículos, de aparência normal, bem descidos e acomodados na bolsa escrotal.

Todos os direitos reservados à IBC, informações não podem ser copiadas ou alteradas. Instituições que queiram fazer uso desse material devem entrar em contato com o clube.

Padrão escrito por Lincoln Fernandez, Beatriz Taques e Bruno Monteiro.

Padrão revisado por Beatriz Taques e Bruno Monteiro.

Traduzido para o inglês por Bruno Monteiro.

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